... Você pode me ver do jeito que quiser, eu não vou fazer esforço pra te contrariar, de tantas mil maneiras que eu posso ser, estou certa que uma delas vai te agradar...

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segunda-feira, 25 de outubro de 2010



Todo amor é amor a alguma coisa, que se deseja e que nos falta. O amor não é completude, mas incompletude. Não fusão, mas busca. O amor é desejo, e desejo é falta. Mas só há desejo se a falta é percebida. E só há amor se o desejo se polariza sobre determinado objeto. Comer porque se tem fome é uma coisa, gostar do que se come, ou comer do que se gosta, é outra coisa. Desejar uma mulher, qualquer uma, é uma coisa. Desejar " esta mulher", é outra. Estaríamos apaixonados, no entanto, se desejássemos, de uma maneira ou de outra, aquele ou aquela que amamos? Sem dúvida não. Se nem todo desejo é amor, todo amor é desejo.






André Comte Sponville

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