... Você pode me ver do jeito que quiser, eu não vou fazer esforço pra te contrariar, de tantas mil maneiras que eu posso ser, estou certa que uma delas vai te agradar...

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quinta-feira, 23 de dezembro de 2010


Ela olhou pra ele e disse que, embora não compreendesse a razão, queria ficar ali. Envolta nos braços dele enquanto a lua iluminava fracamente um sorriso sem nexo, sem motivo, sem perdão. Por alguns instantes pensou em ir embora, tomada pela sensação impertinente de auto-engano e ilusão; mas ficou. Permaneceu sentada naquele frescor de início de verão, sentindo-se completa em meio à imensidão de dúvidas e lacunas em branco. E mesmo sabendo que fechar os olhos seria jogar-se de um abismo desconhecido, preferiu arriscar. Puxou o ar com força e ignorou a possibilidade da dor, tão real. Colou os lábios nos dele e disse a si mesma que estar ali lhe bastava.




Se ela em seguida chorou ou sorriu com graça, lamento não saber - é preciso que a história de fato termine pra que se saiba dela o final.

By Isadora Cecatto
 
 

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